22 de janeiro de 2011

Primeira cidade a hidrogénio

A pequena ilha dinamarquesa Lolland, localizada no mar Báltico, pretende utilizar o hidrogénio para armazenar a energia do vento em excesso, tornando-se na primeira cidade a hidrogénio. Actualmente a cidade produz mais 50% de energia eólica do que necessita para consumo interno.



O projecto Lolland Community Hydrogen pretende estabelecer Lolland como um líder europeu na tecnologia do hidrogénio. O calor combinado e a micro produção de energia será baseada em energia eólica, electrolisadores para a produção de hidrogénio e utilização em células de combustível.

Lolland espera converter toda a ilha ao hidrogénio através de um processo de três fases, duas das quais já começaram. A primeira fase foi concluída em 2006 após a criação do residencial Fuel Cell μCHP, em Nakskvov. O excesso da energia eólica faz trabalhar o electrolisador, que separa as moléculas de hidrogénio e oxigénio, que são armazenados em unidades de armazenamento de baixa pressão para controlar o fornecimento de hidrogénio às células de combustível.
A maioria da energia fornecida por estas células de energia é utilizada principalmente para o funcionamento da unidade de águas residuais, embora alguma também seja usada para produzir electricidade e calor para aquecer os edifícios na área, semelhante a uma infra-estrutura convencional em grande escala. Esta etapa serviu para dismistificar a energia do hidrogénio para os consumidores.

A segunda fase do projecto foi concluído em 2008 na cidade de Vestenskov, que não só ligou os edifícios com a unidade de hidrogénio, mas também envolveu a colocação descentralizada de células de combustível em cada cinco casas.

Cada unidade contém uma célula de combustível de 2 quilowatt e um conversor de corrente alternada, que veio substituir as caldeiras existentes. Estas células acabaram por ser mais eficientes e ter a segurança de energia mais elevada do que as caldeiras convencionais. Esta fase permitiu às autoridades testar a segurança e a estabilidade operacional destas unidades.

A fase final do programa será executada a partir de 2011/2012 e envolverá a instalação destas células em mais 35 a 40 famílias, às quais irá ser fornecido calor e electricidade. A conversão de hidrogénio em energia é feita através de um processo electroquímico que produz 50% da electricidade necessária e tem uma eficiência de 90%.

Assim, o hidrogénio que é criado através do vento em excesso, o processo não emite carbono para a atmosfera.

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