12 de maio de 2011

O projecto

Após algum tempo de paragem em que estivemos a preparar a maquete e outros aspectos do projecto para a apresentação pública que decorreu no passado dia 6 de Maio, durante toda a manhã, no ginásio da nossa escola, voltamos agora para dar conta de tudo o que sucedeu entretanto.

Passamos algumas das últimas semanas atarefados a construir a maquete e a comprar o material necessário. Foi um projecto que precisou de muita criatividade e foi preciso arranjar alternativas ao que tinhamos inicialmente idealizado para o podermos concluir de acordo com aquilo que havia sido programado no primeiro período. Por tudo isto, foi um projecto que envolveu da nossa parte um grande empenho, mas que valeu a pena pelos resultados obtidos.

Em seguida colocamos o vídeo do processo de construção da maquete. Estão aqui presentes elementos característicos da cidade, como é o caso da estação de comboios, o jardim do Bonfim, o estádio do Vitória Futebol Clube, a nossa escola, entre outros. Estão ainda presentes um comboio eléctrico, o suposto meio de transporte do futuro, uma ventoinha eólica e uma central solar fotovoltaica. Para além disto acrescentamos elementos alguns carrinhos de brincar e bonecos de LEGO à cidade.




Durante a apresentação o projecto do grupo e em particular a maquete representativa da nossa cidade, Setúbal, chamaram bastante a atenção das pessoas. Tudo correu de acordo com as expectativas do grupo, pois conseguimos interligar a apresentação teórica que fizemos com a maquete. Foi possível ver o comboio em movimento e a iluminação dos edifícios a acender com recurso à ventoinha eólica construída pelo grupo, usando uma ventoinha de arrefecimento de um computador, e aos painéis fotovoltaicos, adquiridos pelo grupo.

A apresentação permitiu-nos transmitir a nossa mensagem, que se prendia com a aplicação das energias renováveis a uma cidade e com a possibilidade de sustentar energeticamente uma recorrendo exclusivamente a fontes renováveis de energia, caso do sol e do vento, representados na nosssa maquete.

9 de abril de 2011

Experimentar um carro eléctrico

A "Electric Tour" está este fim-de-semana em Setúbal. Dirigindo-se à Av. Luisa Todi, é possível experimentar todas as capacidades de um carro eléctrico. Uma campanha que corre todo o país, realizada por uma parceria entre a Peugeot Portugal e o MOBI.E. Um projecto pioneiro a nível europeu, que pretende fazer com que todos os cidadãos explorem as vantagens de um carro eléctrico, com vista à sustentabilidade das cidades.

5 de abril de 2011

Desastre no Japão

Enquanto trabalhadores e soldados lutam diariamente para evitar um desastre nacional no Japão, surgem questões sobre a energia nuclear e a sua utilização. Depois de Chernobyl, pensariam muitos que não voltaria a acontecer um desastre nuclear, mas a crença em centrais seguras, regidas por normas de segurança muito apertadas e a desvalorização dos prazos de validade das próprias centrais nucleares, levaram a que um sismo, num país habituado a estes, pusesse em risco milhões de pessoas, causando o pânico um pouco por todo o mundo.


Comprova-se que a humanidade só muda os seus hábitos após a catástrofe, quando poderia ter evitado o desastre, pois, por exemplo, no caso em questão, bastaria ter encerrado a central atempadamente.

A energia nuclear sempre foi e será um tema que suscita muitas questões e opiniões contraditórias, visto que uma das primeiras imagens que temos de algo relacionado com o nuclear é a bomba atómica, precisamente largada pela primeira vez com o objectivo de causar dano no Japão. Desde então, ocorreram muitas modificações em relação ao destino a dar ao nuclear, que actualmente está mais virado para a vertente de produção de energia por meio do urânio ou do plutónio. O que mesmo assim serve de desculpa por parte de muitos países para a ocultação dos seus planos militares, que envolvem a produção da bomba atómica.

Durante alguns anos ocorreu a massificação da construção de centrais nucleares, por parte de alguns países, como foi o caso do Japão, da França, que está quase totalmente dependente do nuclear, e dos Estados Unidos da América, sem haver uma grande preocupação com as normas de segurança e os perigos derivados do nuclear. Mas foi em 1986 que ocorreu um acidente de grandes proporções, em Chernobyl, que veio mudar o rumo dos acontecimentos. Com a explosão de um reactor desta central, na actual Ucrânia, toda a Europa ficou sob a ameaça da radiação nuclear e das consequências a esta inerentes (cancro, malformações à nascença, entre outros). No entanto, passado alguns anos o acontecimento tornou-se mais remoto, sem representar mais perigo, o que levou os responsáveis pelas centrais a negligenciar um pouco a sua manutenção. Foi assim que no Japão e numa das primeiras centrais a ser aí construída, num país em que os terramotos são uma constante, ocorreu um acidente ainda não totalmente explicado embora não tendo atingido as dimensões de Chernobyl, que acrescido ao terror causado pelo terramoto, de magnitude 9.0 na escala de Richter, e de um tsunami que destruiu grande parte da zona costeira norte do Japão, já para não falar no grande número de perdas humanas, veio trazer algo que poderia ter sido evitado a tempo. Mais concretamente através do encerramento da central, que com a sua idade, já deveria ter acontecido há muito tempo ou a tomada de medidas no sentido de reforçar a sua estrutura.





Após o incidente no Japão, muitas pessoas importantes se mobilizaram no sentido de realizar vistorias a todas as centrais na Europa e certamente a muitas outras espalhadas pelo mundo, e caso estas não estejam nas condições de segurança necessárias, serão encerradas, garantem. Agora resta esperar para ver se fala mais alto o lucro, deixando em funcionamento todas as centrais existentes, ou a segurança dos países.


O nuclear em termos económicos e de emissões poluentes é bem mais favorável que a produção de energia a partir da queima do carvão ou do petróleo, mas em termos de riscos causados por acidente, não se compara, pelo que a sua implementação deve ser uma questão muito bem estudada. Será difícil implementar o nuclear, então agora depois dos acontecimentos dos últimos tempos, mesmo em Portugal, mesmo que existam alguns que defendam essa ideia. Até porque para quem não saiba, existe uma central nuclear em Espanha, a escassos 100 quilómetros da fronteira com Portugal, próxima do rio Tejo, importante rio português e como se sabe os perigos da energia nuclear não conhecem fronteiras. A nuvem nuclear proveniente de uma eventual explosão de um reactor chegaria com facilidade a todas as regiões do nosso país e não seriam portanto só os espanhóis a sofrer com o desastre. Por isso, não se pode dizer que esta seria uma opção a rejeitar, então num país que está quase totalmente dependente do exterior em termos energéticos.


Assim, pode-se dizer que o nuclear não é uma questão consensual e que é benéfico em termos de relação energia/custos, mas tem associado a ele eventuais catástrofes, bastante graves, ao nível do ambiente e das populações das regiões envolventes, pelo que esta não deve ser a energia do futuro, nem muito menos aquela em que se deve apostar nos próximos anos, dando maior relevo a outras, com maior potencial e ainda por desenvolver, como é o caso do hidrogénio. O que não implica a construção esporádica deste tipo de centrais, desde que se justifique e que sejam devidamente mantidas, sob as mais rígidas normas de segurança, de forma a evitar novos incidentes, tal como os de Chernobyl e mais recentemente de Fukushima, no Japão.

12 de março de 2011

Tertúlia sobre energia das ondas

No passado dia 10 de Março, quinta-feira, parte do grupo deslocou-se ao Club Setubalense, onde ocorreu, pelas 21h30, uma tertúlia sobre energia das ondas. Considerámos que seria proveitoso para o nosso projecto, visto que está directamente relacionado com o mesmo e, assim, decidimos ir assistir.
Tivemos então a oportunidade de ouvir o engenheiro Leocádio Costa falar sobre a captação da energia das ondas na costa portuguesa, assim como as tecnologias principais, já desenvolvidas e em desenvolvimento. A tecnologia mais abordade foi o projecto Pelamis, que foi recentemente testado na costa portuguesa, mas que teve alguns problemas no funcionamento. Foi referido também o potencial que a costa portuguesa tem e pode aproveitar, tendo em media um fluxo de 30 a 45 kw/m (fluxo de energia por metro), sendo que este género de energia se pode explorar a partir dos 15kw/m. Estes apenas alguns dos muitos aspectos relativos a este tema que foram abordados.


Com a ajuda de uma apresentação, e com algumas perguntas do público (que não eram muitas), foram falados e debatidos diversos aspectos com bastante importância, relativamente à energia das ondas, o que contribuiu muito para um enriquecimento do nosso trabalho, tendo sido assim bastante proveitoso a deslocação realizada para assistir a esta tertúlia.

2 de março de 2011

O estado do nosso projecto

Boas!! Decidimos postar aqui no blogue o estado de desenvolvimento em que se encontra o nosso projecto. Nesta altura do ano lectivo, o trabalho que temos vindo a desenvolver está de acordo com as nossas expectativas, e tem vindo a ser realizado, dentro dos prazos, e com muito empenho pela parte do grupo. O suporte teórico do projecto (trabalho escrito) está praticamente concluído, a maquete já tem algumas partes concluídas, como é o caso do comboio eléctrico, dos modelos da escola, jardim do bomfim, estádio e prédios. Já foram também realizados panfletos para serem distribuidos durante a apresentação, de modo a sensibilizar o público alvo da importância das energias renováveis. Os estudos energéticos e a entrevista a uma entidade relacionada com o mundo da energia, bem como a conclusão da maquete encontram-se em andamento. Assim sendo, vamos continuar empenhados na produção deste projecto, de forma a estar pronto e com qualidade na apresentação, marcada para o 3º Período.

20 de fevereiro de 2011

"Seat al Sol"

Seat com o maior parque fotovoltaico da indústria europeia


Marca espanhola concluiu primeira fase do «Seat al Sol» com lançamento de duas instalações foto-voltaicas que irão produzir 6 milhões de kWh de electricidade limpa

No âmbito do compromisso ambiental da Seat, a marca espanhola concluiu a primeira fase do «Seat al Sol» com o lançamento de duas instalações fotovoltaicas que irão produzir 6 milhões de kWh de electricidade limpa anualmente. Valor que, no final de 2012, fará do construtor espanhol proprietário do maior parque fotovoltaico da indústria automóvel europeia.


Em comunicado, o construtor automóvel espanhol revela ainda que, durante o primeiro ano completo de funcionamento, estas duas instalações geraram muito mais energia do que aquela que foi consumida pelas iluminações natalícias de Madrid e Barcelona juntas.

Os 20.000 painéis solares instalados numa área total de 135.000 m2, sobre os telhados das oficinas e as instalações de armazenamento temporário de veículos, alcançam uma potência nominal combinada de 4 MW nesta primeira fase.

Este projecto permitirá à fábrica de Martorell fornecer uma significativa contribuição para a protecção do meio-ambiente, reduzindo em cerca de 2.800 toneladas anuais de emissões de CO2, equivalente ao efeito de mais de mil hectares de floresta.

«Seat al Sol» contempla um total de 6 instalações foto voltaicas sobre uma superfície de 320.000 m2 e uma potência instalada de 10,6 MW, ficando a empresa com a capacidade de gerar mais de 13 milhões de kWh anuais de electricidade limpa, um número que equivale ao consumo de electricidade de 3.000 lares espanhóis. Além de contribuir para a redução de 6.000 toneladas de emissões de CO2.

13 de fevereiro de 2011

Espanha é o 4º país que melhor aproveita as energias renováveis

11 de fevereiro de 2011

Cidade sustentável para os mais novos

Aprende o que é uma cidade sustentável com curiosidades, jogos e muito mais. Carrega na imagem para entrares!!




3 de fevereiro de 2011

Energia Solar e Hidrogénio - Carro

Foi apresentado em Turim, no ano de 2008, o Fiat Phylla, um carro com funcionamento à base de energia elétrica obtida por painéis solares e motor de Hidrogénio. Feito inteiramente por materiais recicláveis e com zero de emissões de poluentes, o modelo já circula em estradas Italianas e espera-se a sua expansão por outros mercados Europeus.



O carro utiliza uma bateria recarregável de lítio que permite uma autonomia entre 145 e 220 quilómetros, dependendo se é uma bateria iónica ou de polímeros.
O Fiat Phylla é um projeto do Centro de Pesquisa da Fiat e do IED (Istituto Europeo di Design) em Itália. É já considerado por muitos como um “veículo do futuro” e está muito adiantado na tecnologia solar automóvel.


Outros fabricantes automóveis também já estão a desenvolver os seus protótipos solares e esperamos pelo seu lançamento.

2 de fevereiro de 2011

Bahrain World Trade Center

O Bahrain World Trade Center (BWTC) é o primeiro prédio comercial no mundo a incorporar em larga escala turbinas eólicas na sua concepção, aproveitando a energia eólica. O empreendimento, situado na capital do Bahrein, Manama, possui três turbinas eólicas que medem 29 metros de diâmetro, apoiadas em pontes entre as duas torres do BWTC.




Pelo projecto do escritório Atkins Architects and Engineers, espera-se que as turbinas venham a suprimir de 11% a 15% das necessidades energéticas do BWTC, reduzindo as emissões de carbono na atmosfera. O complexo fica no centro financeiro e empresarial de Manama. O BWTC inclui duas torres gémeas em formato de vela, com 50 andares cada.

22 de janeiro de 2011

Primeira cidade a hidrogénio

A pequena ilha dinamarquesa Lolland, localizada no mar Báltico, pretende utilizar o hidrogénio para armazenar a energia do vento em excesso, tornando-se na primeira cidade a hidrogénio. Actualmente a cidade produz mais 50% de energia eólica do que necessita para consumo interno.



O projecto Lolland Community Hydrogen pretende estabelecer Lolland como um líder europeu na tecnologia do hidrogénio. O calor combinado e a micro produção de energia será baseada em energia eólica, electrolisadores para a produção de hidrogénio e utilização em células de combustível.

Lolland espera converter toda a ilha ao hidrogénio através de um processo de três fases, duas das quais já começaram. A primeira fase foi concluída em 2006 após a criação do residencial Fuel Cell μCHP, em Nakskvov. O excesso da energia eólica faz trabalhar o electrolisador, que separa as moléculas de hidrogénio e oxigénio, que são armazenados em unidades de armazenamento de baixa pressão para controlar o fornecimento de hidrogénio às células de combustível.
A maioria da energia fornecida por estas células de energia é utilizada principalmente para o funcionamento da unidade de águas residuais, embora alguma também seja usada para produzir electricidade e calor para aquecer os edifícios na área, semelhante a uma infra-estrutura convencional em grande escala. Esta etapa serviu para dismistificar a energia do hidrogénio para os consumidores.

A segunda fase do projecto foi concluído em 2008 na cidade de Vestenskov, que não só ligou os edifícios com a unidade de hidrogénio, mas também envolveu a colocação descentralizada de células de combustível em cada cinco casas.

Cada unidade contém uma célula de combustível de 2 quilowatt e um conversor de corrente alternada, que veio substituir as caldeiras existentes. Estas células acabaram por ser mais eficientes e ter a segurança de energia mais elevada do que as caldeiras convencionais. Esta fase permitiu às autoridades testar a segurança e a estabilidade operacional destas unidades.

A fase final do programa será executada a partir de 2011/2012 e envolverá a instalação destas células em mais 35 a 40 famílias, às quais irá ser fornecido calor e electricidade. A conversão de hidrogénio em energia é feita através de um processo electroquímico que produz 50% da electricidade necessária e tem uma eficiência de 90%.

Assim, o hidrogénio que é criado através do vento em excesso, o processo não emite carbono para a atmosfera.

14 de janeiro de 2011

PlanetSolar iniciou viagem à volta do mundo

Com o ponto de partida no Mónaco, o PlanetSolar conta com uma tripulação de seis membros que irão participar na primeira tentativa de uma volta ao mundo num barco impulsionado exclusivamente por energia solar.
A aventura teve início no dia 25 de Setembro de 2010, no Mónaco, e a tripulação tem na sua rota destinos como Cancún, São Francisco, Miami, Sydney, Singapura e Abu Dhabi.


O PlanetSolar tem 31 metros de comprimento, 15 metros de largura e está coberto por 540 m² de painéis fotovoltaicos, garantindo o carregamento de baterias especiais que permitem que o PlanetSolar navegue até 3 horas sem energia solar.
Com esta viagem a equipa liderada por Immo Ströher pretende impulsionar o desenvolvimento de tecnologia que promova as energias renováveis, oferecendo soluções sustentáveis e não poluentes de meios de transporte.

Actualmente o barco encontra-se no Panamá, após 108 dias de navegação a energia solar. Na imagem seguinte pode-se observar o percurso do PlanetSolar, assim como a sua posição actual.